Posts de Setembro, 2008

esse nosso tempo, amigo…e aí? hein? cacete…

Setembro 18, 2008

Neste tempo, amigo, o que deixamos pra nós?

As nuvens passam tão rápido

Ainda ouvimos aquele velho Chuck Berry

Lembrando do que não vivemos

 

Neste hoje, amigo, quem é o nosso herói?

Vive numa fotografia

Nossos mestres, amigo, nossa música

Reflexo do nosso tempo

 

Tempo que eu não sei pra onde vai

Há tantas placas

O que perdemos e o que vivemos

Ninguém sabe nada

 

Mas há novelas e manuais de instruções

E nas revistas a vida de quem sempre interessa

E ainda há a moda e os padrões sociais

Posso até dar o meu rabo na tv

Na tv…

 

Onde vamos, amigo? Hoje é sábado

Já cansei do meu quarto

Tem os calçadões e os carros de som ligado

E aquelas boates

 

Vamos pela rua, amigo. Vamos conversar

Isso ainda da pé

Vamos proclamar a independência do bairro

No bar do Seu Zé

 

E a gente não sabe o que vai ser

Mas temos idéias

Se ninguém acredita, a gente acredita

No ser que é livre

 

Mesmo com novelas e manuais de instruções

A gente tenta o que a gente arrebenta

Mesmo com moda e padrões sociais

A gente come rabos nas esquinas que é pra todo mundo ver

Quem são vocês

Quem vai mandar

Quem vai bater

QUEM VAI CURRAR

 

 

Vamo nos comer, gente. Vamo come todo mundo, que se hoje alguém não cai um outro não pode levantar. Então vamo se fudê, vamo também trabalhar, vamo ter belos sorrisos como nossas belas caras, vamo atrás de conforto, mas pra cabeça num vamo atrás de nada não porque tá doendo demais pensar.e sentir.

 

kaio miotti.

a hora da estrela

Setembro 9, 2008

uns cacos, umas lembranças

Setembro 8, 2008

 

As meninas saltam

e correm risos

Voam borboletas nuas.

 

 

Um hai-kai excitado às 3h da madrugada num motel de 5ª, foi só o que eu consegui escrever durante a algazarra toda que foi com aquelas malucas bêbadas e nuas correndo pelo quarto. Eu tinha que entregar uma reportagem sobre a nova boate da cidade no jornal até as nove da manhã dum sábado, e ainda não havia escrito nem uma linha. Estava um pouco desesperado e com medo do chefe me dar as contas no dia seguinte, mas confesso, estava era mais bêbado e feliz com aquelas meninas brincando comigo como se eu fosse padrinho delas do que preocupado com o emprego.  Poxa, eu tinha dinheiro e banquei nossa balada a noite toda, eu sozinho com quatro meninas crescidinhas. Foi a maluquice mais maravilhosa que eu fiz, meu caro! O medo de perder o emprego logo se foi, e a noite realmente era uma criança. Tanto é que uma delas me ligou ontem dizendo que achava estar grávida e o pai era eu. O que? Já sou vacinado menina, nessa você não me pega! Dê o fora! O telefone ficou mudo, e eu fiquei olhando pra mesinha de centro com o copo de uísque e um cigarro aceso. Voltei a beber e pensar se abria ou não a carta que o chefe me mandou há dois dias…