Apontada ao céu entre punhais e curtas lanças, sangra a coroa que a terra lhe deu. E quando úmidas preces ecoam aos ventos tocando o calcinado berço de nós homens, são rosas apenas, rosas.
Maria é Rosa
Sua prima Rosa Maria
Pra despedida
Velas e rosas
À quem já não cabe nesta vida
No paletó, aceso coração
Mas, branco paletó,
No cantar dos becos a tal sina do malandro
Para avós e netos
Deve estar nos canteiros da avenida
Pos é domingo, algodão-doce e tubaína
Deve partir num arranjo
Para fora da solidão
Iluminar um novo rosto
Cadenciar uma serenata
E, em janela de mocinhas
Estampar umas toalhas
Enfim,
Deve surgir na luz púrpura
Pra que tecidos não abafem
Gemidos quentes pelas esquinas.
Eu pensava nas rosas, Maria…
Kaio Miotti R.